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Como controlar os lobos? proteção para nossos filhos com problemas mentais - Marilice Costi

Publicação - Sana Arte

R$19,90

Parabéns, Marilice, pelo seu livro. Fiquei emocionada (e impressionada) com sua escrita e, principalmente, com sua história. Nem tenho palavras para dizer. Somente que, a partir da sua leitura, passei a ver o problema mental de maneira diferente. Antes eu ía ao hospital para tratar alguma pessoa (raramente) agora me senti como se eu precisasse do hospital, pude sentir o outro lado, a preocupação e a dor da família com um de seus membros que esteja mais à mercê dos lobos, como diz você. Pude sentir a necessidade que essas famílias e essas pessoas especiais têm do próprio governo que tem de protegê-los e me engajo assim, de alguma forma em sua luta. Como temos grupos de estudo em um hospital psiquiátrico, gostaria de adquir um livro seu, vou enviar o endereço por mail. Grande abraço e desejo que seu movimento dê muitos frutos e possa ajudar muitas famílias.

(a) Alice Tocchetto - Campina Grande, PB

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Querida Marilice,

antes tarde do que nunca: li, de uma sentada só,"Como controlar os lobos?". Uma leitura comovente e perturbadora, faz a gente se envergonhar das nossas queixas rotineiras, tão ínfimas, tão sem sentido. Te cumprimento pela bravura, pela paciência e pela generosidade de ter compartilhado tua história com nós, leitores.

Desejo a ti e à tua família um Natal tranqüilo e um 2003 animador! Um beijo carinhoso.

(a) Martha Medeiros - Porto Alegre, RS

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 Conheço Marilice Costi há muitos anos, ainda dos tempos de faculdade. Hoje, professora universitária e profissional reconhecida em seu campo de trabalho, ela não perdeu duas características de sua personalidade: a coragem de enfrentar desafios e a disponibilidade para a luta. Sua vida não tem sido fácil, e assim estas tendências apenas se confirmaram e fortificaram nela, como o evidencia a decisão de escrever e de publicar o texto que agora temos em mãos. Em geral, as pessoas não gostam de se mostrar, seja por uma timidez pessoal, seja porque se preocupam com o julgamento próximo, sobretudo quando ele também pode atingir a nossos familiares. Não é, contudo, o caso de Marilice Costi que, ao narrar sua experiência pessoal e a de seu filho, entende que, abrindo mão desta privacidade natural, está a colaborar com o coletivo e com seus próximos, como de fato o faz. Dramático, pelo que narra, mais jamais descambando para o melodramático, pelo tom contido que assume, o texto de Marilice Costi emociona e envolve, ao mesmo tempo em que, constantemente, nos provoca a razão ao nos situar, em enormes interrogações, em face de grandes questionamentos que envolvem o posicionamento da sociedade contemporânea em face de alguns de seus membros que, por questões biológicas, cujas conseqüências se expressam psicologicamente, enfrentam evidentes e às vezes quase invencíveis dificuldades para a interação social, não exatamente por eles mesmos, mas porque a humanidade está longe de ser moralmente boa, e o homem muito distante de ter aquele espírito natural que o bom selvagem rousseauniano aparentava possuir. Para o leitor, a provocação constante que Marilice Costi parece colocar é: e você, o que você tem a ver com isso, pense! E você, se tem alguma coisa a ver com isso, o que vem fazendo para ajudar a solucionar tal situação, resolva! Assim, é difícil a gente largar a leitura - porque Marilice Costi é, acima de tudo, uma boa escritora - e, ao mesmo tempo, é difícil não se emocionar e não se preocupar com a narrativa, porque ela, de fato, nos incorpora e nos envolve. De fato, se Marilice Costi, além de sua cota pessoal de sacrifícios, resolveu assumir uma outra, que foi a escritura deste livro, cabe a cada um de seus leitores também um duplo desafio: o primeiro, é dispor de algum tempo para a leitura da obra. O segundo é, lida a obra, pensar sobre o que é possível fazer para, se não resolver, ao menos minorar os riscos que estes cidadãos - porque eles continuam sendo cidadãos - correm no seu inocente e despreparado dia a dia.

(a) Antonio Hohlfeldt- Porto Alegre, RS

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Oi, Marilice: Gostei muito do seu relato e li praticamente de uma só vez. Achei de tirar o fôlego, muito expressivo e, no entanto, muito pouco sentimental, ou, mesmo, nada sentimental. Vê-se que você se policiou nesse sentido, conforme o seu objetivo: não pretendia fazer ninguém chorar, muito menos que tivessem pena da sua situação. Seu objetivo era conscientizar as pessoas  de que alguns precisam de um atendimento especial e, por que não dizer, de serem defendidos dos que se aproveitam da situação, em vários níveis. Fiquei pensando que todos nós lutamos contra os lobos, mesmo em relaçãoaos nossos filhos sadios, não é mesmo? Mas no caso de um filho maisdébil, como a coisa se complica, meu Deus! Como as pessoas são insensíveis,frias, desumanas. Também impressiona saber que a sua luta não terminou, não é um fato do passado, e, sim, uma situação com a qual você continua convivendo.Espero que esteja tudo sobre controle neste momento, que o Claudinho estejaamparado e a família toda vivendo num nível de dificuldade como outrasfamílias, na sua luta diária. São votos sinceros. Quero, afinal, parabenizá-la pela coragem de expor momentos tão pessoais, difíceis, sofridos sem sombra de dúvida, mantendo o equilíbrio, semcair em revoltas, sentimentalismo, desânimo. Já comentei com amigos e sempre que possível recomendarei a leitura. É uma grande contribuição para a sociedade tornar-se mais humana.Também gostei de saber, pela sua biografia, que tem mais trabalhospublicados, ganhou concursos de poesia... Olha, difícil imaginar comovocê conseguiu tudo isso enfrentando tantos problemas com o seu filho.Admirável. Grande abraço.

(a) Sueli Caramello Uliano

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Querida Marilice, 

Acabo de ler o seu livro e o fiz de uma sentada, porque não conseguia interromper. É tocante a sua história e nos remete a experiências similares em nossa família. Acredito que tenha recebido muitas histórias a partir de sua doação neste livro. Eu me lembrei do livro "O Demônio do Meio-dia" do Andrew Solomon - uma anatomia da depressão, Ed. Objetiva, 2002. Não sei se você já leu, mas ele é escritor e jornalista da revista Times e este livro teve início numa reportagem, onde recebeu milhares de cartas e passou a entrevistar pessoas e se dedicou ao tema da depressão. Ele ganhou o prêmio de melhor livro naquele ano, nos Estados Unidos.

Bem, eu venho de uma família grande e um dos meus irmãos teve uma depressão que durou 15 anos. Vivemos nesses anos com essa sombra, a iminência da cena temida, que se concretizou no suicídio, apesar de todos os recursos que tínhamos disponíveis terem sido utilizados. Isso aconteceu há 20 anos atrás e há uma aura de silêncio em torno deste acontecimento. Raramente tocamos neste ponto, doloroso e repleto de perguntas sem respostas. Este irmão tinha suas particularidades desde pequeno, mas o demônio do meio-dia se apresentou após algumas perdas importantes. Penso que em algum momento podemos perder o compasso da vida, e muitas vezes nos sentimos tão próximos disso e a vida fica suspensa por um tênue fio, à deriva.

Minha infância foi marcada por alguns suicidios, pois nasci numa pequena cidade do interior de Minas, onde se fica sabendo de tudo e desde então busco descobrir as causas do sofrimento humano. Desde pequena me desiludí com as religiões e foquei na ciência em busca de respostas. Hoje, estamos assistindo a integração entre ciência e espiritualidade e quem sabe as respostas estão aí. As neurociências confirmando as percepções das tradições espirituais. A filosofia indiana traz a questão da atemporalidade e parece que as grandes angustias humanas estão na ilusão da temporalidade.

Enfim, aqui estamos, fazendo a nossa parte, fazendo o melhor que podemos.

Obrigada pelo seu presente,

com carinho, 

(a) Luiza Lagepsicoterapeuta - São Paulo, 20 de maio de 2009.

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Querida Marilice

Só ontem consegui ler "Como controlar os lobos?" que desde 2001 estava na minha prateleira. Sabia o que me aguardava...E li de uma vez só, não pude parar.Fiquei emocionada e te admirando muito! Nunca pensei que a tua vida tivesse sido tão difícil. Que mulher corajosa és!Fiquei pensando em como a maioria das pessoas acha que tem problemas, quando na verdade, são coisas simples de resolver. Melhor do que isto, coisas possíveis de resolver!Relembrei os problemas que enfrentei com meu filho mais velho, mas há uma diferença fundamental entre o meu problema e o teu: meu filho poderia curar-se.Por sorte, frequentei durante um ano, semanalmente, as reuniões abertas do grupo de AA que ele participava. Ali, pude ver que existiam situações infinitamente mais dolorosas do que a minha.Não sei se sabes do que eu estou falando.Passei momentos terríveis a partir de 2000, quando precisei internar meu filho mais velho (então com 24 anos) por dependência de maconha e álcool. Nem banho mais tomava...Ficou na clínica vinte e oito dias.O problema vinha se arrastando por uns 4 anos, mas ele não queria ajuda. Não morava comigo, e não permitia que eu me aproximasse.Já desintoxicado e em abstinência, durante 2001 e parte de 2002, esteve na mão de uma médica psiquiatra muito conceituada na época, mas totalmente irresponsável. Ela medicava meu filho com lítio, sem ter feito sequer um exame de sangue durante este período, o que é obrigatório. Além disto ministrava mais uma série de medicamentos de tarja preta, desnecessariamente. Fez um diagnóstico de bi-polaridade com meu filho internado e "fora do ar"!No final de 2001, receitou um remédio chamado Topamax, que o deixou violento, quebrando coisas em casa. Mas, por sorte nunca nos agrediu. Só que, naquela ocasião eu ainda não sabia que a causa de violência era o remédio.Quando fui discutir com ela o tratamento, fui informada de que seria necessário um anti-psicótico. E não discutimos o tratamento...Em janeiro de 2002, a situação em casa estava insustentável. Telefonei para ela, tentando marcar uma hora para discutir o tratamento e fui informada, por telefone, que o meu filho estava retardado! E que eu não me preocupasse, porque havia muitos retardados no Brasil e ele poderia ser office-boy.Não preciso te explicar como me senti...Resumindo: reagi e consegui, seis meses depois, com muita luta, tirar o meu filho das garras dela. Alguns amigos pensaram que eu estava maluca (a médica era considerada uma sumidade no assunto), mas mesmo assim me ajudaram.Depois soube que, em janeiro de 2003, ela foi convidada a se retirar da Clínica Pinel e do Hospital de Clínicas, mas até hoje não sei o porque. Não fui procurar a razão.Infelizmente, hoje ela ocupa um cargo público relacionado a drogas.Felizmente, hoje, meu filho está casado, vai ser pai, terminou sua graduação e faz doutorado!Depois de se libertar da dependência da tal médica, fez tratamento com um psiquiatra maravilhoso e teve alta.Pensei muito no teu sofrimento por não ter a esperança da cura. Recebe o meu carinho e o meu muito obrigada por tudo que me ensinaste. Beijo.

(a) Maria Lucia,  Porto Alegre, RS

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A obra é um depoimento pungente a respeito de uma família que tenta, desesperadamente, acomodar sua saúde ao ritmo de um membro doente. Não o consegue, na maior parte do tempo: são ritmos (quase?) incompatíveis. E, no entanto, aquele ser fragilizado é parte inseparável da família. Este livro deve nos inspirar na busca e no encontro de soluções coletivas.

(a) Valesca de Assis, Porto Alegre, RS

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São muitos os sentimentos e as idéias após ler teu manuscrito. O sentimento mais geral é de que o livro é um convite à solidariedade, ao humano que somos. A primeira indagação que persiste ao longo do livro e após a leitura é: a palavra mais precisa é “controlar”? Se é, é uma possibilidade? Fazer a fala andar pode ser suficiente. As internações de Claudinho revelam o quanto não são terapêuticas. Há uma pedagogia da loucura: os pacientes aprendem como devem se comportar para obter alta, mas sua loucura não é tratada. Quanto ao descanso da família, é absolutamente necessário, mas não deve ser viabilizado por internação. Precisamos de planos terapêuticos que incluam as férias e, se necessário, em lugares apropriados. O livro-depoimento é uma prova de que o poder público já está fazendo: os CAIS também cuidaram do Claudinho, mas não cuidaram de ti. Já sabes que entendemos que os familiares precisam sercuidados também. Talvez o que tu buscas nunca encontrarás, é como Ítaca ou como Passárgada, o que vale é a viagem e o que encontras no seu percurso. Tua pele, teu corpo protege e é protegido pelo Claudinho. A separação, necessária, leva camadas de cada um. É uma marca da prematuridade? Vocês dois precisam de protetores e a proteção que cada um pode dar é insuficiente. E hoje, mais do que nunca, todos nós necessitamos de proteção alheia. Cheguei a pensar em reivindicar o direito a uma certa desproteção. Sem a vivência da desproteção, do desamparo, não nos tornamos humanos. Aí, pensei que vocês dois precisam encontrar forças para suportar uma certa desproteção. Algumas desproteções, o Claudinho está mais preparado, outras, tu. Não haverá casa que dê toda a proteção ao Claudinho. A que te disser que fará isso está mentindo ou matará psiquicamente teu filho. Sou mais ele. Maria deu pistas: é preciso alguém que compartilhe a maternidade, que valorize o Claudinho como ele é, que se sinta valorizada em ser responsável por ele. Claro, não sei se encontram-se duas Marias na vida. Mas...

(a) Sandra Fagundes- Porto Alegre, RS

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Da primeira a última página a emoção pauta e a delicadeza conduz. E, acima de tudo, a contundência da sinceridade. Muitos, e não poucos, conquistam o domínio de forma, e através dele, executa um balé literário. Marilice arranha a memória. Conta sua história, padecimento, experiência, vida, como quem se olha no espelho ao amanhecer. Não está pedindo aplausos. Está fitando a cara austera do tempo. Ela revira o chão da infância, fauna e flora lhe cortejam, mas a vida, com sua sombra e luz, tonteiam. Neste livro, a relação mãe e filho enfermo vai longe. Dá vontade de abandonar o livro, mas volta-se a ele, pois é convocação de vida. Roteiro de cinema, especial, tenha o caminho que tiver, eis um livro de contundente honestidade. E se isso não bastasse, a sabedoria de se contar sem deixar vestígios de mazelas. Se sentir um amargo na boca, não proteste. A vida é assim, e mente quem apenas falar de mel e flores. E é do padecimento que se colhe a grande criação.

(a) Luiz Coronel, publicitário - Porto Alegre, RS

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Li seu livro, entrei na sua vida, nas angustias, no seu apelo ao mundo por dignidade na saúde, que até hj se encontra precária. Como esta seu filho?? E a vida ?? Desejando que tudo tenha sido resolvido, mulher guerreira e iluminada, super abraço, tudo de bom.Não vamos perder contato (amigo eh coisa p se guardar ......) bjbjbjbjbj Bia

(a) Beatriz Cohen, psicóloga, São Paulo/SP

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 Gostaria de te parabenizar pelo livro “Como controlar os lobos”, uma leitura boníssima e uma história de vida linda.   Abraço    

 (a) Maria Helena Carvalho, RS

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  Boa noite Marilice
  Li seu livro praticamente de um fôlego só.
  Parabens! Pelo sua escrita, pelo seu depoimento, pela sua coragem!
  Você é uma sobrevivente.
  Obrigado pelo belo presente.
  Um grande abraço

(a) Jitman Vibranovski, ator e teatroterapeuta, maio 2015,  Rio de Janeiro/RJ.

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Quero te dizer que o teu trabalho - incansável e apaixonado - é uma aquisição muito importante para aqueles que cuidam, e que portanto devem também ser cuidados. Contribui enormemente para que se volte os olhos para o cuidador - que tem na sua missão mais nobre a tarefa de continuar sempre cuidando.

(a) Francisco Veronese, doutor, docente, médico nefrologista. Porto Alegre/RS.

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